Tarô Auditável
Como embaralhamos as suas cartas
No tarô presencial, você vê a cartomante embaralhar. No digital, quase todo app esconde esse momento — e nenhum prova que não escolhe as cartas de propósito. O Palpee faz diferente: cada tiragem nasce de quatro camadas de acaso real, misturadas no exato instante da sua pergunta.
A sua mão
Os toques e movimentos que você faz na tela antes da tiragem — digitar a pergunta, hesitar, confirmar — entram no embaralhamento. Sem o seu gesto exato, naquele instante exato, esta tiragem não existiria. É a versão digital de embaralhar as cartas com as próprias mãos.
O céu do momento
A posição real dos planetas no instante da sua pergunta (os trânsitos sobre o seu mapa natal) também entra na mistura. Duas pessoas perguntando no mesmo segundo recebem embaralhamentos diferentes — porque o céu de cada uma é diferente.
O acaso do planeta
Usamos o farol de aleatoriedade da League of Entropy (drand) — um consórcio de servidores independentes espalhados pelo mundo que gera, a cada 30 segundos, um número aleatório público e verificável que ninguém controla sozinho. É literalmente o caos do planeta entrando no seu baralho.
O acaso profundo
Por baixo de tudo, o gerador criptográfico do próprio servidor (o mesmo tipo de aleatoriedade que protege senhas e transações bancárias) garante que nem nós conseguiríamos prever ou reproduzir o resultado.
O selo da tiragem
Essas camadas são combinadas numa impressão digital criptográfica — o seed da sua tiragem. Antes de qualquer carta virar na tela, você vê o selo dela (algo como 🔏 #a3f9c2e1b04d): o hash do seed, gravado no instante em que o baralho foi selado. Depois que o selo existe, as cartas não podem ser trocadas — nem por nós. O que você revela é exatamente o que o momento sorteou.
Nenhuma tiragem é repetível: o seu gesto, o céu e o acaso do planeta nunca se combinam duas vezes do mesmo jeito. É a sincronicidade de que Jung falava — o instante deixando a sua marca — levada a sério, com criptografia.